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  • Antonio Mário Bastos

Cangalha do Vento - um livro esperado

Sobre o Cangalha do Vento

As redes sociais estão cheias – abarrotadas mesmo – de comentários, miniresenhas ou mesmo resenhas propriamente ditas, sobre o livro Cangalhas do Vento, do escritor junquense [se diz de alguém nascido no município de Sátiro Dias, Bahia – outrora Junco] Luiz Eudes.


Não sei você, caro leitor, mas eu por vezes me ponho como um verdadeiro admirador babão daquilo que escrevo, quer tenha publicado o texto quer não!

Quando meu íntimo elege aquela tolice como boa, mesmo que nascida de uma repentina vontade de escrever, leio, releio, repito a repetição, mas não tenho coragem de modificar nada no texto.

Me comporto como se fora um leitor-tiete – tal como um torcedor de clube de futebol que escala o seu time a imagem e semelhança da Seleção Brasileira de Futebol de 1970 – não consigo enxergar erros, quer gramaticais quer não, quer inapropriados ao texto, ao tempo, ao meio, etc.


Por esses dias, passados, não muito longe, o escritor junquense Luiz Eudes – autor de alguns livros e com longo caminho na literatura - me enviara uma mensagem no aplicativo WhatsApp dando conta do que um dos seus inúmeros leitores havia expressado acerca do seu mais recente livro Cangalha do Vento. Aliás, ele tem publicado nas redes sociais, frequentemente, essas resenhas.


Me escrevera o Luiz Eudes:

A cada novo dia mais uma notícia boa.”, frase acompanhada de um link indicativo do perfil que fizera a breve resenha sobre a obra lida. (https://www.instagram.com/p/CC57wY2DduK/?igshid=12zffh6bv8kwp)


Tudo curioso se mete a escritor, não é mesmo?!


Eis o meu caso, neste momento.


Não me contive.


Embora o senhor subconsciente me sinalizasse de que devia pensar dez vezes e repensar outras sessenta, tomei do teclado do meu notebook e comecei a construir uma espécie de resposta-apoio-contentamento dirigida ao autor festejado.


Assim escrevi, lhe respondendo à mensagem recebida naquele aplicativo, vejam:


Maestria é maestria, Dom Eudes! O público leitor não nega a verdade, creio!

O cangalha é esperado como um presente colocado naquelas apracata "sarga-bunda", posta impariadinha debaixo da rede, na noite de Natal, em que o menino, em despertares intermitentes não ousa abrir os olhos esperando que o dia amanheça pra conferir se Papai Noel passara por ali e atendera a seu pedido. Aliás, a oferta que lhe fora feita pelo distribuidor de presentes de época própria.

Hoje, conversando com aquele menino paiaiaense, ele me confidenciara: "sabe de uma coisa, seu Tonho do Paiaiá, aquele hômi, escritô e poeta lá do junco, me disse que vai me dar um livro que o nome é Cangalha do Vento. Eu num vejo a hora de me agarrar com esse foiaral de papel, cheio de letra, desenho e conversa, tô ansioso pra lê o bichão."

E saíra todo fagueiro, espargindo alegria e solfejando a canção de Alceu Valença, Tomara:

🎶🎶 🎶Tomara meu Deus, tomara

Que tudo que nos separa

Não frutifique, não valha

Tomara, meu Deus 🎶🎶🎶


E eu, contrito muito mais que o menino, elevava meus pensamentos: isso não vai demorar de acontecer, a pandemia vai embora e este menino vai ler o sonhado livro!

Tonho do Paiaiá®

Imbassaí, 24 de julho 2020

tonhodopaiaia.org

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