As rosas

Quem cultiva rosas, não tem olhos para espinhos.

Hoje eu conversei com um montão de rosas.
Elas eram lindas, ‘lindas de morrer’, como se diz no ditado popular!
— Tá certo, vocês vão dizer que foi um monólogo.
— Foi mesmo.
— Elas me ouviam inertes e talvez assombradas com a atitude deste velho catingueiro, abelhudo e teimoso.
As tais rosas me foram apresentadas, não de modo particular, pelo escritor, poeta, acadêmico e professor, um dos meus pares no Grupo de WhatsApp denominado Escritores Brasileiros na Itália, Aleilton Fonseca, nesta bela manhã de sábado.
Era em torno de vinte ‘meninas’, todas meigas, brilhosas, de cores e fragrâncias variadas. Transpunham um verdadeiro festival de alegria, paz, fidalguia e amor, envolvidos em suas pétalas e disseminados nas suas fragrâncias.
Gostaria, se pudesse e conhecesse, de nominá-las, uma a uma.
Mas, ousaria apelidá-las para meu particular relacionamento com cada uma delas e como se fôssemos velhos conhecidos, obviamente que utilizando nomenclatura respeitosa, carinhosa e recheada de amor intenso.
A de cor branca seria menina inocência; a de cor amarelo, menina prosperidade; a de cor rubra, menina amor; a de cor lilás, menina sorriso; as de cor azul, menina mistério; as de cor champanhe, menina respeito; as de cor rosa, menina juventude; as de cor negra, menina emoção.
Sobre as fragrâncias seria difícil uma classificação ou nomeação particular, daí aceitar cada uma delas como se tivesse nome de representação única: ‘cheiro de amor’!
Parodiando a canção do mestre Cartola, essas rosas do Aleilton ‘não falam’; também ‘não exalam o perfume...’, pois elas não roubaram de ninguém o tal perfume; elas apenas me enebriaram com suas aparências, suas cores, suas belezas inconfundíveis.
Não ‘me queixo às rosas’!
Elas simplesmente me incentivaram a escrever estas breves linhas, impulsionadas pelo coração, para dizer da alegria do encontro com as rosas do Aleilton.




Excelente, amigo. Adoro as Rosas, tenho, por sinal, duas em casa: Rosa Maria, esposa e Rosamélia filha, tive esse privilégio.